sexta-feira, 7 de setembro de 2012

RELACIONAMENTOS, PORQUE DÃO ERRADO?


            
Porque os relacionamentos entre os casais acabam de uma maneira  em que  todos  sofrem?
.A resposta  é simples! Lendo o livro  “Despedindo-se  da Terra “ de André Ruiz, encontrei uma  explicação muita  simples  e que deve ser  refletida por todos.Refletida pois, a maioria de nossos relacionamentos se  baseiam em atender  o nosso Orgulho, o nosso Egoismo e  as nossas  Vaidades.

Neste  livro uma  das personagens tenta simular uma situação que ela mesma criou, falando a respeito da sua situação conjugal, e veja  o que  ela  escutou :

“Glaucia fala para Marisa:

“Confie em você mesma e não se deixe levar por fantasmas ou suspeitas que podem não ser verdadeiras. Além do mais, há períodos na vida das pessoas durante os quais os interesses físicos se tornam menos ativos, sem que isso corresponda a uma diminuição do afeto. Seja você aquela que se mantém como amiga de quem você  ama, conversando sobre as coisas normais da vida, não o intimidando com interrogatórios ou suspeitas, fazendo-o se sentir querido nestes momentos difíceis para que, se ele estiver realmente envolvido com alguém ou com o desejo de se envolver, o seu modo de proceder mais ameno, agradável, suave, possa atuar a seu próprio benefício, fazendo-o se sentir seguro ao seu lado e sem nada que o empurre para o passo errado nem, o estimule a uma conduta da qual ele sabe que pode se arrepender.

Sempre que as mulheres se colocam a disputar o mesmo homem, aquelas que são mais novas na relação levam, inicialmente, uma grande vantagem porque produzem estímulos diferentes na psique masculina. No entanto, os homens que se acham comprometidos com um relacionamento anterior se sentem inseguros em modificarem sua situação, colocando em risco a segurança do que já conhecem, quando a antiga companheira se mostre segura de seu carinho, amiga e compreensiva com as fraquezas do outro, sem fazer pressão ou criar situações de desgaste. Aí está a grande vantagem do relacionamento antigo diante daquele que parece novidade.Se vocês tinham um bom entendimento físico antes, se você continua sendo uma pessoa atraente, se nada mudou na estrutura material da vida a dois, a se considerar que elea possa estar realmente tendo um envolvimento externo, esteja certa de que, a euforia da novidade acaba perdendo para a segurança da união já estabelecida,principalmente se a antiga companheira sabe entender esse momento difícil pelo qual ele possa estar passando e, ao invés de vê-lo como seu homem, entenda-o como seu filho,em um processo de crise afetiva.

Mas Marisa   questiona :

- Mas essa é a teoria da “Amélia”. Aguenta tudo calada e se faz de morta para não perder o marido...

Glaucia responde:

 Algumas pessoas interpretam as coisas por esse lado, mas eu acho que, de uma forma ou de outra, todos nós precisamos aprender a ter certa dose de tolerância com os nossos próprios equívocos. E, como não somos infalíveis, também admiramos a paciência que outras pessoas possam ter a respeito de nossos erros, dando-nos oportunidades de nos corrigirmos e retomarmos o caminho correto.
A expressão “Amélia”, não pode ser a vulgarização da inércia amedrontada perante a solidão. Pode significar a mulher sem vontade própria, capacho do companheiro, afetivamente dependente dele para tudo. Não é isso, no entanto, o que estou dizendo.

 É uma postura ativa, corajosa, de iniciativa no bem, sobretudo como forma de auxiliar o companheiro a vencer a dificuldade que esteja enfrentando. É não hostilizá-lo no momento da dificuldade ou da dúvida e, ao contrário, procurar deixar caminhos abertos para o entendimento sincero, mesmo que isso possa significar a atitude madura de deixá-lo livre para viver a aventura que esteja desejando viver.

Poucos homens resistem a uma postura sábia da antiga companheira que, longe de temer perdê-lo para uma mais jovenzinha, coloca as coisas neste ponto, dando-lhe liberdade para assumir o novo relacionamento a fim de que, se isso o faz feliz, ele se permita buscar a tão sonhada felicidade.

A mulher que se posiciona com tal decência, que não se esconde atrás do silêncio das portas para chorar suas mágoas e, depois, fingir que tudo está bem como sempre esteve, demonstra ao seu companheiro uma tal capacidade de administrar-se e uma tal força, que isso causa um impacto positivo na estrutura do homem, sempre esperando uma mulher chorosa, tempestuosa, ameaçadora, escandalosa ou quase suicida.

Todas as vezes que as mulheres se permitem esse comportamento desesperado,demonstram que não valem os esforços dos seus companheiros para manterem o relacionamento que tinham com elas. Afiguram-se a crianças mimadas, chorosas,chantagistas, que desejam valer-se de truques e sortilégios para manter seus homens.

Isso as diminui diante dos olhares masculinos, que passam a ter certeza de que elas são mais um estorvo ou uma pedra no sapato, do que uma mulher forte e segura que eles admiram.

Essa força e segurança, geralmente, é característica da amante ou da pretendente que, com seu discurso compreensivo, deixa o homem à vontade para decidir o momento certo em que vai romper o relacionamento antigo para ficar com a novidade.

E, assim, a esposa acaba empurrando o marido inseguro e criança para os braços da outra que, no fundo, não é em nada diferente dela própria. Só está sabendo jogar com as armas que possui, usando sensualidade e astúcia para semear no objeto de sua conquista os valores que a esposa já devia ter semeado desde já muito tempo.

Todas as vezes que a esposa recusa essa figura da “Amélia” tradicional, e passa a atuar como alguém que tem segurança em si mesma, que não se deixa iludir por fingimentos, que conversa com franqueza e deixa o companheiro perceber que ela está interessada na sua verdadeira felicidade, ainda que seja com outra pessoa, isso causa,como já disse, um forte impacto no Espírito masculino que, em momento algum está esperando tal reação por parte dela. E, mais do que isso, o homem razoavelmente esclarecido saberá que poucas mulheres terão tal autoconfiança que lhes permita agir dessa forma, o que se transforma em um ponto favorável na avaliação do cenário por parte dele, a fim de que as dúvidas e incertezas produzidas pela expectativa da aventura nova se dissipem ao Sol forte e firme da conduta da antiga companheira, capacitada para obter dele a avaliação justa a respeito de suas virtudes e valores.

Se o marido resolve, mesmo assim, viver a aventura, poderá fazê-lo às claras, não mais na clandestinidade que, por si só, traz consigo um ingrediente estimulante e atraente. Quando o que era proibido e sigiloso passa a ser permitido e público, tudo perde um pouco a emoção e o relacionamento espúrio passa a ser um outro relacionamento normal, sujeito aos mesmos problemas de um casamento tradicional.

Já não há inimigos a vencer, coisas a esconder, cumplicidade a ser mantida no clima da batalha secreta que une ambos contra o inimigo comum: a esposa enganada.

Como a esposa já se posicionou liberando o marido para que siga seu caminho,tanto ele quanto a nova companhia estarão presos, agora, um ao outro, tendo que administrar os mesmos problemas que o casal que se desfaz, provavelmente, já tinha equacionado há muito tempo no relacionamento antigo.

Agora, se o homem estava apenas envolvido pela emoção nova produzida pela ardente experiência, a postura adulta de sua esposa produzirá nele um choque de tal natureza que será capaz de reconduzi-lo à consciência de si próprio, lembrando-lhe que será muito difícil que a amante possua a nobreza que a própria esposa está demonstrando ao lhe permitir, sem escândalos, viver a aventura da maneira como lhe pareça boa.

Nenhum homem é capaz de trocar uma mulher segura e amiga incondicional por uma aventura arrojada que pode se revelar um grande problema logo mais adiante.Mesmo quando a sexualidade interfira na opção inicial, fazendo com que alguns homens imaturos busquem aventuras com “corpos femininos” para saciarem suas dependências psicológicas, ao se depararem com as “almas femininas”, exigentes,caprichosas, ciumentas, mesquinhas, escondidas dentro dos corpos torneados; esses mesmos homens começam a observar que, em geral, essas “novidades” acabam muito piores do que as antigas companheiras, que os deixaram livres para que quebrassem a cara nas aventuras físicas.

Marisa pergunta:

Essa é uma teoria muito bonita, mas  alguma mulher a segue?

Glaucia  continua :

No fundo, todas fazemos as mesmas coisas sempre, buscando demolir o traidor com a volúpia de um trator, para vê-lo despedaçado. Não é isso que acontece?

Acho que é essa a escolha que a maioria tem adotado porque não tem segurança no próprio afeto que diz nutrir pelo companheiro.
  
Quando a pessoa ama de verdade, sua preocupação com a felicidade do outro vem em primeiro lugar e isso inclui, inclusive, essa capacidade de renunciar para que o outro ou a outra possa procurar a sua felicidade pessoal. Preferimos, nos transformar em gaiolas douradas, cheias de riquezas ou tesouros, mas que se mantenham fechadas ao redor daqueles a quem nos devotamos. Cada uma das barras desta jaula nós a construímos com um dos serviços que lhes prestamos. Assim, transformamos nossas concessões sexuais em algumas partes da jaula. Convertemos a roupa que lavamos, a comida que cozinhamos, os filhos que criamos em outras tantas barras dessa gaiola.

Usamos o dinheiro que ganhamos, as dívidas que fazemos, os ciúmes que demonstramos, os trejeitos físicos como outras fontes de aprisionamento, mas, em momento algum, aceitamos que os nossos companheiros ou companheiras devem ser livres para voar para onde quiserem. Enquanto não formos assim, jamais teremos certeza de que estão conosco por aquilo que representamos em suas vidas e não porque estão suficientemente amarrados a nós, sem poderem escolher ou sem terem coragem de
arriscar coisa diferente.

Quando alguém não é livre para partir, a sua permanência não indica alegria por estar do nosso lado.

Somente quando as portas da gaiola estão abertas é que podemos admirar a fidelidade daquele que está ao nosso lado, que mesmo podendo partir, continua ali por nos amar e por nos querer verdadeiramente.

É por falta desse sentimento real que a maioria das mulheres se permite essa estratégia de agir para amarrar com suas teias pegajosas, nas disputas umas com as outras, aqueles que consideram o seu patrimônio e sobre o qual devem exercer uma vigilância canina e cruel.

De qualquer forma, poucas delas conseguem desfrutar de uma felicidade real ao lado da pessoa que dizem amar.

Prender alguém, por mais dourados que sejam os laços ou as correntes, não deixa de ser uma prova de desamor.

E ainda que conseguíssemos passar por cima do companheiro e sua nova companhia, destruindo a felicidade de ambos, arrasando-os para sempre, isso não nos faria felizes por recuperar o ser amado de nosso coração.

Seria apenas, como tem sido sempre, a expressão de nossa animalidade que não suporta perder uma disputa.

Isso tudo é fruto do nosso orgulho e não do amor que dizíamos ter por aquele ou aquela que nos trocou por outra companhia.

Diga sempre , a que, você ama, que tem tanto amor por ele que, se acontecer de encontrar alguém que a faça mais feliz do que eu o esteja fazendo, está autorizado a me deixar e seguir com essa pessoa para construir sua felicidade ao lado dela.
  
Quem verdadeiramente ama , fala sempre e não em tom de ameaça. Fale, antes de tudo, como uma amiga que quer a sua felicidade verdadeira e que será mais feliz em vê-lo bem com outra do que vê-lo triste na minha companhia. Não suportaria uma vida ao lado de alguém que tivesse que me abraçar, me acariciar, de maneira forçada ou artificial.”

 Hoje  estudando o espiritismo , através  do Livro dos Espíritos, do Evangelho Segundo o Espiritismo  e  estar absorvendo todos esses  ensinamentos, vejo que  tudo isso tem um sentido maior.Que enquanto não nos despojarmos  de nosso orgulho, de nosso sentimento de posse, de nossas  vaidades ,sempre  estaremos agindo contra o verdadeiro  AMOR que   o nosso Mestre  JESUS nos  ensina.

Por isso reflitam, analisem e coloquem em suas  vidas  essas  lições que  servem tanto para o homem quanto para as  mulheres, em qualquer  relacionamento que  tenham.

domingo, 12 de agosto de 2012

5 PASSOS PARA A NOSSA REFORMA INTERIOR

O  livro " Agenda Minima  para Evoluir"  escrito por  Saara Nousiainen, nos mostra de forma  simples como podemos exercitar-nos para realizar a nossa  reforma  intima.

transcrevo  abaixo  os  5  pontos  básicos a  saber:

Afetividade – Sendo o amor o maior dos valores da alma, o primeiro ponto a ser considerado é a afetividade. Quando nos habituarmos a vivenciá-la, estaremos dando o mais importante dos passos no rumo do amor e da nossa evolução espiritual.

Alteridade – Resumidamente, podemos dizer que ela representa o respeito que devemos ter para com todos, além da disposição para aceitar e aprender com os que são e pensam diferente de nós. É também a construção da fraternidade apesar das divergências, respeitando-as e procurando aprender com as diferentes opiniões. Mas não significa deixar de discutir, debater, questionar.
A discussão, o debate e o questionamento são saudáveis quando se respeita o outro, a sua maneira de ser e de pensar. É, sem dúvida, o veículo que ajudará a conduzir a humanidade para a tão esperada nova era.

Humildade - É uma percepção clara da nossa real condição. Nem para mais,nem para menos.
Se for para mais, nos levará ao orgulho, porque pensar que somos mais evoluídos do que nossa realidade, acarreta envaidecimento. Pela nossa pouca evolução, estamos ainda muito predispostos a cair nessa ilusão.
Se forçarmos nossa percepção para menos, isto nos levará a uma situação irreal e à diminuição da nossa auto-estima, o que é prejudicial para nossa vida e evolução.

Contentamento – É importantíssimo desenvolver os valores que nos tornam pessoas melhores, presenças benéficas. E quanto a nós? O que fica faltando para alcançarmos a plenitude? Certamente ela está no coroamento dos valores da alma, no contentamento, que é nossa vibração de vida.

Equilíbrio - Complementa todos os outros, dando-lhes um eixo. Não é estado de espírito, mas atributo da mente e um dos mais importantes valores do ser racional, já que possibilita maior número de acertos e evita muitas quedas. É irmão gêmeo da sabedoria.

Nos pontos apresentados o equilíbrio deve sempre estar presente:

Na afetividade, norteando os envolvimentos de forma a não transformá-la em algemas, ou em dependência de qualquer natureza.

Na alteridade é fundamental para orientar nossas reflexões, debates ou discussões com serenidade, isenção de ânimo e maturidade, possibilitando gerar as mais acertadas conclusões.

Na humildade é o suporte necessário para não cairmos nos extremos, sempre prejudiciais.

No contentamento evita exageros e falsas exibições.

Em todos os atos e passos do nosso existir o equilíbrio é valor fundamental,por nos proporcionar um alicerce necessário ao correto entendimento de tudo.

Representa a maturidade despontando em quem o possui.

Portanto,meditemos e  coloquemos  em prática  essa lição para iniciarmos a  nossa  reforma íntima, o mais  rapidamente possível. Provavelmente alguns  pontos  acima voce  já os tenha  colocado em prática. Mas é  importante  que  voce  reflita a respeito de cada  um  e  veja  se realmente é  dessa  forma  que  voce  o está praticando. Exercite  os  demais diariamente.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Voce realmente fala a verdade?

Muitas pessoas vivem falando aos quatros cantos do mundo que somente falam a verdade doa a quem doer, mas será que realmente fazem isso.Muitas quando se trata de amigos, irmaos , acabam não falando a verdade com medo de magoarem ou de se comprometerem. Ou seja, se flagram alguns deles cometendo uma traição , por exemplo, se manteriam calados(as) para não comprometerem-se e não serem o pivô de uma separação . Portanto , não adianta dizer que falam a verdade a quem quer que seja, pois as pessoas não estão preparadas para ouvir as verdades.
Reproduzo um texto abaixo que achei muito interessante feito pelo Wilson Gonzaga :
 
"Você já reparou a dificuldade que temos para ouvir a verdade? A gente vive dizendo que adora pessoas sinceras, que detesta a hipocrisia, mas isso é uma hipocrisia social porque, por exemplo: Quando os nossos filhos, na inocência de criança, começam a falar a verdade dizendo:
- Nossa tia, como o seu cabelo está feio. Nossa, vejam que criança feia. Logo são repreendidos e a gente diz que eles são mal-educados, e eles, só disseram a verdade. Imagine se nós mesmos fossemos só falar a verdade. Imagine você chegando no trabalho as oito horas da manhã e dizendo: bom dia fulano. Nossa! Que mau hálito que você está. Oh! Tem uma meleca saindo do seu nariz. Credo! Este vestido ficou horroroso em você. Ou então:
- Nossa! Que bunda que você tem. Como você está gostosa hoje. Iríamos ser despedidos e não chegaríamos até o meio-dia com um amigo. E por falar em amigo, tenho um amigo, que só fala a verdade. É uma criança, chama-se Guga , Gustavo. O Guga só fala a verdade, outro dia jantando na minha casa ele disse:
- A sopa está ruim, o pão está murcho, o refrigerante não está gelado, pai vamos embora que eu quero ir para o Mac Donald. Eu dei uma grande gargalhada e disse:
- Você é meu ídolo, Guga.
Um dia desses, liguei pra ele, porque ele já está tendo problema de relacionamento na escola, justamente por falar a verdade. Eu disse a ele: - Olha, o mundo vai te impedir de falar só a verdade, mas comigo mantenha esta sua sinceridade, porque você é a única pessoa que conheço que só fala a verdade e quero aprender a digerir a verdade, seja ela como for. Desejo isso a você também. Assumir a verdade custe o que custar não é fácil, mas quem sabe a gente consegue. Pense nisso! Um cafuné na tua alma e tchau!
Vamos repensar e nos preparar para agirmos com a espontaneidade e sinceridade de uma criança."

Cristo mesmo  nos  falou  que  se não nos  assemelharmos  a uma criança  não  entraremos no Reino dos Céus .Porque  a criança  ainda  não está impregnada pelo orgulho, vaidade, egoismo.Ela tem a simplicidade ao falar e  ao colocar  o seu ponto de vista de forma pura, coisa que  nós  adultos não o temos e não fazemos, porque  nos  escondemos  atrás  de uma  máscara.Máscara esta que  um dia  cairá e ficaremos  " Nús" diante  dos outros, mostrando o nosso verdadeiro "EU".

DECEPÇÕES-VC JA TEVE ALGUMA?



Dificilmente alguém passa pela existência sem sofrer uma desilusão, ou ter alguma surpresa desagradável em algum momento da caminhada.
Podemos dizer que o sabor de uma decepção é amargo e traz consigo um punhal invisível que dilacera as fibras mais sutis da alma.
Isso acontece porque nós só nos decepcionamos com as pessoas em quem investimos nossos mais puros sentimentos de confiança e amor.
Pode ser um amigo, a quem entregamos o coração e que de um momento para outro passa a ter um comportamento diferente, duvidando da nossa sinceridade, do nosso afeto, da nossa dedicação, da nossa lealdade...
Também pode ser a alma que elegemos para compartilhar conosco a vida, e que um dia chega e nos diz que o amor acabou, que já não fazemos mais parte da sua história... Que outra pessoa agora ocupa o nosso lugar.Ou alguém que escolhemos como modelo digno de ser seguido e que vemos escorregando nas valas da mentira ou da traição, desdita que nos infelicita e nos arranca lágrimas quentes e doloridas, como chama que queima sem consumir.

Enfim, só os nossos amores são capazes de nos ferir com a espada da decepção, pois os estranhos não têm esse trágico poder, já que seus atos não nos causam nenhuma impressão.

Assim, valem a pena algumas reflexões a esse respeito para que não nos deixemos atingir pela cruel espada da desilusão.

Para tanto, podemos começar levando em conta que, assim como nós,nossos amores também não são perfeitos. E que, geralmente, não nos prometem santidade ou eterna fidelidade.

Nunca nos disseram que serão eternamente a mesma pessoa e que jamais nos causariam decepções. Nós é que queremos que sejam como os idealizamos. Assim nos iludimos. Mas só se desilude quem está iludido. 
Importante que pensemos bem a esse respeito, imunizando a nossa alma com o antídoto eficaz do entendimento.
Importante que usemos sempre o escudo do perdão para impedir que os atos infelizes dos outros nos causem tanto sofrimento.
Importante, ainda, que façamos uso dos óculos da lucidez, que nos permitem ver os fatos em sua real dimensão e importância, evitando dores exageradas.

A ilusão é como uma névoa que nos embaraça a visão, distorcendo as imagens e os fatos que estão a nossa frente.
E a decepção nada mais é do que perceber que se estava iludido, enganado sobre algo ou alguém. Assim, se você está amargando a dor de uma desilusão, agradeça a Deus por ter retirado dos seus olhos os empecilhos que lhe toldavam a visão.Passe a gostar das pessoas como elas são e não como você gostaria que elas fossem.

Considere que você também já deve ter ferido alguém com o punhal da decepção, mesmo não tendo a intenção, e talvez sem se dar conta disso.Por todas essas razões, pense um pouco mais e espante essa tristeza do olhar... Enxugue as lágrimas e siga em frente... sem ilusões.Aprenda a valorizar nas pessoas suas marcas positivas.
Lembre-se de que cada um dá o que tem, o que pode oferecer.Uns oferecem o ácido da traição, o engodo da hipocrisia, o fel da ingratidão, pois é o que alimentam na alma.

Mas, seja você a cultivar em seu jardim interior as flores da lealdade, do afeto, da compreensão, da honestidade, para ofertar a todos aqueles que cruzarem o seu caminho.

Seja você alguém incapaz de ferir ou provocar sofrimentos nos seres que caminham ao seu lado.

Autor Desconhecido.

NOSSOS CICLOS


Durante nossa vida passamos por vários ciclos: infância, juventude, maturidade e velhice. Vivemos também ciclos de alegria, de tristeza, de namoro, de casamentos, de trabalho, de descanso, até o ciclo de retorno, que é também, comumente chamado de “morte”. Porém a morte nada mais é do que parte do ciclo da vida; um ciclo de retorno ou de passagem  para o outro ciclo natural.

Os ciclos são impulsionadores, de continuidade da vida, pois sem eles não haveria continuidade de nada. Como seria  o dia  sem a noite para lhe  impulsionar , da mesma  forma  como seria a noite  sem o dia .

A maioria das pessoas tem dificuldade  com ciclos , principalmente em encerrá-los; então o ciclo retorna a partir dele mesmo quando deveria  expandir em continuidade rumo a uma nova  origem. Isto predispõe que  coisas, situações, pessoas,sentimentos,relacionamentos que deveriam se encerrados  em nossas vidas, até mesmo por uma  decisão interna ou por uma situação externa de termino , não se  encerram , continuando sua ação de forma que os conteúdos  acabam retornando a nós , mesmo  que  não os queiramos  mais. Isso são os chamados  “ Ciclos Viciosos”. Os ciclos trazem naturalmente a força da continuidade, portanto é necessário deixá-los  caminhar em seu rumo natural.
A dificuldade de encerramento de ciclos traz o apego  ao velho , ao passado  onde há uma teima em que  tudo ou alguma coisa permaneça como sempre  existiram.Dessa forma quantas  vezes sofremos por não aceitarmos que o tempo passou, que as  coisas mudaram, que  não se é mais jovem ,q eu  o casamento acabou, que os filhos cresceram, que a família não é mais a mesma, que a empresa mudou, que o mercado  de trabalho não é mais o mesmo , que algumas pessoas não fazem mais parte  de nossa  vida, enfim, que  o  tempo passa e com ele se evidenciam os sinais dessa passagem.
Seremos  sempre impulsionados à continuidade de nossa existência  e assim, não podemos e não temos força para  determos a continuidade natural dos ciclos.Portanto deixemos livre os ciclos para que ele nos conduza
àqueles que devam ser encerrados  e sustentarmos os que devem seguir em continuidade.
Se não queremos mais os ciclos viciosos em nossas vidas, trabalhemos com o desapego  ao velho,encerrando os ciclos para que assim , de forma   natural,seja  impulsionado  ao novo ciclo que  nos aguarda.como  o próprio dito popular  fala “ Quando se fecha  uma porta , se abre um portal “ , ou seja , quando encerramos um ciclo, em seu momento real  de termino , mesmo que esse ciclo , em algum momento   de nossas vidas tenha sido  muito bom, um outro com muitas  oportunidades se  abre para  nós, nos trazendo a  força  da continuidade para  o  novo.

Texto tirado  do livro  Visão Gestadora – A  visão  em
Teia  - de Ramy Arany.
 

AGRADEÇA A DEUS A BENÇÃO DA VIDA


Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã.

Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retomar as próprias atividades.

Levante-se com calma.

Hoje será um excelente dia! - afirme ao espelho, sem medo, sorrindo.

As palavras positivas têm maior poder do que imaginamos, e são capazes de transformar tudo, dentro, e depois fora.

Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto, não auxiliam em tempo algum.

A primeira impressão que se tem ao acordar, é determinante para os momentos futuros.

Quem gosta de acordar com susto, com ruídos incômodos, com tensão injustificada?

Guarde para com tudo e para com todos, a disposição de cooperar para o bem.

Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida, para que a vida o abençoe.

Considere o ato de levantar-se como uma conquista diária: mais uma oportunidade! Mais um dia! Em frente!

Se a derrota já está no Espírito que não deseja sair da cama, dificilmente encontrará a tão sonhada vitória lá fora, no mundo.

Se a má vontade já o absorve nos primeiros segundos de vigília, como conseguir sorrir mais tarde?

Mesmo contra o mau humor crônico de alguns, você pode lutar, pode enfrentá-lo, modificá-lo. Basta uma atitude mental decidida, no sentido contrário.

Compare o seu levantar-se diário ao nascer do sol, e espelhe-se nele, com seus raios fulgurantes irradiando luz e calor para todos os cantos.

Espalhe a alvorada do coração para os que estão à sua volta também, pelo menos com um alegre: Bom dia!

Ninguém resiste a um Bom dia recitado com vontade, com carinho, pois junto dele vêm as boas vibrações, os fluidos universais modificados para o bem, alcançando a alma feito lenitivo poderoso.

Ninguém resiste a um abraço forte bem cedo, dizendo, sem palavras: Como é bom acordar e ver você ao meu lado!

Não há quem resista a uma gentileza logo cedo: um café da manhã preparado com desvelo; um bilhete amoroso; uma flor ao lado da xícara de café...

Não há quem resista a um sorriso, um carinho no rosto ao acordar, pois quando o amor alvorece tudo se transforma. Tudo que era noite vira manhã.

Assim, ao levantar-se, erga também o coração, na direção do Amor Sublime, do Criador da Vida, e agradeça por mais um dia, único, indispensável e fascinante.

Abrir os olhos... Puxar o ar com vontade... Vontade de quem quer viver.

Os pulmões se enchem de manhã, os olhos de sol, e num bocejo profundo expiramos... E lá se vai a noite de nossa alma aprendiz.

Não é mais um dia, não... É o único que temos... Pois o tempo é sempre presente (passado e futuro são invenções da memória e da esperança).

Abrir os olhos... Puxar o ar com vontade... Vontade de quem quer viver, de quem quer "bem

sexta-feira, 30 de março de 2012

COMO ALIVIAR A NOSSA CONSCIÊNCIA E CURARMOS O NOSSO ESPIRITO

                     As pessoas perguntam sobre como aliviar a consciência. Qual seria a fórmula mágica para curar o nosso espírito doente?
                                   Respondemos com quatro letras apenas:
                                          
                                  Amor,


 repetindo as palavras do apóstolo Pedro, em sua I Epístola, no capítulo IV, versículo VIII:


"Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre a multidão de pecados".

É o que estamos tentando transmitir a todos aqueles que já identificam em seu íntimo a predisposição para o Bem, .........., para falar sobre a disciplina que, no campo espiritual, caracteriza o homem de bem. 

Discorrendo sobre a auto-educação, damos o roteiro para o Amor, através da sabedoria, localizando-o desde as primeiras manifestações de carinho dos animais até a fraternidade dos anjos, desde a atração do elétron em todo o núcleo atômico, até a mecânica do universo.

Com tudo aquilo que fizemos de errado, nós carregamos a nossa consciência e fazemos pesar mais o nosso fardo. O Espírito passa a receber os impositivos da Lei de Deus quando ainda jornadeia no reino mineral, por meios mais rudes que se suavizam no decorrer da vida no reino vegetal, acentuando-se na seqüência do reino animal.

Por isso, no estado nominal ele se conscientiza de sua individualidade espiritual e passa a ter consciência do erro em que se demora. Assim é que, no acúmulo de pequenas faltas, as criaturas se desviaram do caminho do bem. O aprendizado é longo, porém todos aprenderão. Começando com pequenos acertos, o fardo se alivia do mesmo modo que foi pesando: gradativamente.

Quase sempre, quando o Espírito começa a despertar para a Luz, procura somente os grandes feitos, pensando que com isso avançará mais depressa, quando, na verdade, será pela repetição das pequenas boas ações que se formará o alicerce que suportará o edifício da total renovação.

Se quiseres alimentar um vício, por menor que seja, sob a desculpa de que não possuis nenhum, começarás a enganar a ti mesmo, pois o menor dos vícios está ligado aos demais, sendo a porta aberta para a sua aquisição.

Assim, ao iniciares conscientemente a tua renovação, pratica a terapia do Amor quando falares a alguém, sentindo-o fazer parte do teu ser, da tua vida, e fala visualizando a luz saindo de tua boca e iluminando a quem te ouve.

Quando ajudares alguém, faze-o desinteressadamente e silencia no bem que fazes, porque a própria vida se encarregará de divulgá-lo com mais esplendor. Todo reposicionamento diante da vida exige, além de educação e disciplina, coragem. Mesmo os que militam fora da carne precisam de coragem; entretanto, esta tem que ser vigiada pelos sentimentos da fraternidade legítima.